Terapia Sexual

A terapia sexual é uma forma de psicoterapia focal que se dispõe a tratar disfunções, inadequações sexuais ou insatisfações e integra intervenções e técnicas psicoterapêuticas aliadas à prescrição de tarefas sexuais que o indivíduo ou o casal deve treinar. Destaca-se que o tratamento pode geralmente ser realizado individualmente ou com o casal. Importante destacar que uma avaliação será feita para saber se há indicação para este tratamento, ou se são necessárias outras intervenções.

Questões religiosas, histórico familiar, falta de informação, distorção, tabus, preconceitos, falta de educação sexual adequada, experiências traumáticas, aspectos da personalidade são alguns dos fatores que podem desencadear uma disfunção sexual.

O DSM5 fragmentou o antigo capítulo Transtornos Sexuais e da Identidade de Gênero que originaram três novos capítulos: Disfunções Sexuais, Disforia de Gênero e Transtornos Parafílicos.

a) No atual manual as Disfunções Sexuais são um grupo de transtornos heterogêneos tipicamente caracterizados por uma perturbação clinicamente significativa na capacidade de uma pessoa para responder sexualmente ou de sentir prazer sexual. É possível que um indivíduo apresente mais de uma disfunção sexual ao mesmo tempo, havendo ainda disfunções específicas de cada gênero. Reuniu-se os diagnósticos de Retardo da Ejaculação, Transtorno Erétil, Transtorno do Orgasmo Feminino, Transtorno do Desejo/Excitação Sexual Feminino, Transtorno de Dor Gênito-Pélvica/Penetração (antigos Vaginismo e Dispareunia), Transtorno do Desejo Sexual Masculino Hipoativo, Ejaculação Precoce e Disfunção Sexual Induzida por medicação/Substância.

b) A Disforia de Gênero é um diagnóstico que descreve os indivíduos que apresentam uma diferença marcante entre o gênero experimentado/expresso e o gênero atribuído. A mudança na nomenclatura do DSM5 enfatiza o conceito de incongruência de gênero como algo a mais do que a simples identificação com o gênero oposto apresentada no DSM-IV-TR como Transtorno da Identidade de Gênero.

c) Transtornos Parafílicos: a atual versão do manual reconhece as Parafilias como interesses eróticos atípicos, mas evita rotular os comportamentos sexuais não-normativos como necessariamente patológicos. Para esse fim o DSM5 utiliza o termo transtorno antes de cada uma das parafilias apresentadas nesse capítulo. A distinção entre Parafilias e Transtornos Parafílicos não gerou mudanças estruturais dos critérios diagnósticos estabelecidos para cada um dos transtornos listados. O Critério A caracteriza a natureza da parafilia (ex.: um foco erótico em crianças ou em expor os órgãos genitais a estranhos) e o Critério B especifica as consequências negativas que transformam a parafilia em um transtorno mental (ex.: angústia, prejuízo, dano ou risco de dano a si ou aos outros). Na ausência de consequências negativas a parafilia não implica obrigatoriamente em um transtorno mental e a intervenção clínica pode ser desnecessária.